As organizações envoltas num ambiente extremamente competitivo traçam, na sua grande maioria, estratégias e após ações, a fim de conduzir a empresa para um futuro cheio de imprevisibilidades, incertezas e instabilidades.

Como é possível conduzir tais planos e ações diante deste cenário? Este questionamento preocupa os atuais gestores, principalmente aqueles que estão à frente de organizações cuja estrutura organizacional não permite uma resposta ágil e flexível a atual dinâmica do mundo dos negócios.

As estruturas tradicionais hierárquicas e funcionais servem para um ambiente estático, que possui tarefas rotineiras, onde são produzindo bens e serviços bem definidos, não servem para os atuais problemas dinâmicos e complexos que exigem a geração de inovação e conhecimento. Este ambiente dinâmico e complexo exige a adequação das atuais estruturas, permitindo as empresas lidarem com os avanços tecnológicos, flutuações do mercado, e condições sociais inconstantes. Como resposta ao “novo” contexto surge as organizações orientadas a processos interfuncionais, que é uma visão dinâmica da forma pela qual a organização produz valor.

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A Gestão por Processos permite uma visão geral de cada etapa dos negócios, garantindo a entrega.

É possível observar que não é recente a necessidade de uma readequação das estruturas organizacionais, em busca da orientação a processos. Embora as organizações sentem esta necessidade, muitas não conseguem ou não sabem o que fazer para mudar esta realidade e com isso estão enfrentando sérias dificuldades, diante das instabilidades políticas, sociais, culturais e econômicas que nosso país enfrenta.

Para o BPM CBOK 2013 “processos de negócio definem como as organizações executam o trabalho para entregar valor para seus clientes e aplicar BPM é se concentrar em processos interfuncionais que agregam valor para esses clientes”

Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM – Business Process Management) é uma disciplina gerencial que integra estratégias e objetivos de uma organização com expectativas e necessidades de clientes, por meio do foco em processos ponta a ponta. BPM engloba estratégias, objetivos, cultura, estruturas organizacionais, papéis, políticas, métodos e tecnologias para analisar, desenhar, implementar, gerenciar desempenho, transformar e estabelecer a governança de processos.  BPM CBOK 2013

Brocke e Rosemann (2010) descrevem:

“a partir da gestão de processos por meio de BPM, uma organização pode criar processos de alto desempenho, que funcionam com custos mais baixos, maior velocidade, maior acurácia, melhor uso de ativos e maior flexibilidade. Com ênfase sobre o desenho de processos ponta a ponta, que transcendem as fronteiras organizacionais, as empresas podem eliminar os custos indiretos que não agregam valor e que se acumulam nesses limites funcionais por meio da gestão de processos, uma empresa pode garantir que seus processos cumpram o prometido e funcionem de forma coerente com o nível de desempenho que eles são capazes de oferecer. Por meio da gestão de processos, uma empresa pode determinar quando um processo não está mais atendendo as suas necessidades e as do cliente e por isso precisa ser substituído. ”

As organizações que orientarem sua gestão por processos conseguem gerar um crescimento e lucro a partir da entrega de melhores produtos e serviços para seus clientes.

“Parte-se da premissa que, se a atuação com processos for efetivamente capaz de transformar e sustentar o modo como uma empresa entrega valor para seus clientes, ela será um diferencial competitivo fundamental num contexto de grande concorrência.”

A orientação por processos permite que os gestores passem a avaliar o desempenho dos processos a partir de indicadores desempenho e não mais a partir de pressupostos, intuições ou números fragmentados de sua organização, que não condizem com a realidade do todo organizacional.

Como andam os planos e ações de sua empresa? Os indicadores de desempenho de processos e estratégicos comprovam isso?

 

Edson Wobeto – Analista de Negócio

 

Referências
ABPMP do Brasil. Guia para o gerenciamento de processos de negócio corpo comum de conhecimento. BPM CBOK, 2013. V. 3.0.
BROCKE, Jan Vom; ROSEMAN, Michael. Manual de BPM: gestão de processos de negócio. Porto Alegre: Bookman, 2013
DAVENPORT, T. H. Reengenharia de processos. Rio de Janeiro. Campus, 1994.
KILMANN, R. H. Desenhando organizações colaterais. In: STARKEY, K. Como as organizações aprendem: relatos do sucesso das grandes empresas. São Paulo: Futura, 1997.
MELLANDER, K. O poder da aprendizagem: potencializando o fator humano nas organizações. São Paulo: Cultrix, 1993.